
China rejeita tarifas de Trump e 'apoia firmemente' Cuba e seu direito ao desenvolvimento

Pequim "apoia firmemente Cuba na defesa de sua soberania nacional e segurança" e se opõe a qualquer interferência externa, declarou nesta sexta-feira (30) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em resposta direta às novas medidas contra Havana anunciadas pelo governo dos Estados Unidos.

O presidente norte-americano, Donald Trump, assinou em 29 de janeiro um decreto que permite Washington impor tarifas adicionais sobre importações de produtos provenientes de países que vendam ou forneçam petróleo a Cuba. Segundo Trump, a situação na ilha "representa uma ameaça incomum e extraordinária" para a segurança e a política externa dos Estados Unidos, o que o levou a declarar "emergência nacional".
Diante dessas disposições, Guo ressaltou que a China se opõe "firmemente" a qualquer tentativa de privar o povo cubano de seu direito à sobrevivência e ao desenvolvimento, e classificou como "desumanos" os atos destinados a aumentar a pressão econômica sobre a ilha.
