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Presidente do Irã afirma que país 'não quer guerra', mas vai retaliar em caso de agressão

Em telefonema com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Masoud Pezeshkian criticou sanções e atitudes dos países ocidentais, afirmou que falta compromisso prático com o direito internacional e defendeu coordenação regional para reduzir tensões e preservar a estabilidade.
Presidente do Irã afirma que país 'não quer guerra', mas vai retaliar em caso de agressãoGettyimages.ru / Majid Saeedi

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta sexta-feira (30) que "o Irã não deseja nem desejará a guerra de forma alguma e não considera que a guerra seja benéfica para nenhuma das partes" e garantiu que Teerã "prioriza o diálogo".

Segundo a imprensa iraniana, Pezeshkian acrescentou que, apesar das declarações públicas, "as partes ocidentais demonstraram com suas ações que não têm um apego prático à diplomacia nem aos princípios do direito internacional".

As declarações foram feitas durante uma conversa telefônica com o presidente dos Emirados Árabes, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, na qual ambos analisaram os desdobramentos recentes na região. 

O presidente iraniano agradeceu o apoio de países muçulmanos à República Islâmica e ressaltou a importância de esforços coordenados para reduzir tensões e fortalecer a paz e a estabilidade regionais.

Diplomacia digna

Pezeshkian denunciou o que classificou como ações "hostis" dos Estados Unidos e de Israel contra o povo iraniano, citando sanções, a "guerra dos 12 dias", apoio a protestos recentes e posturas "ameaçadoras e belicistas". Segundo ele, a segurança e uma paz duradoura na região são prioridades para o Irã.

Ele defendeu a política de "diplomacia digna" do Irã, baseada na interação e no diálogo dentro das leis internacionais, no respeito mútuo e na rejeição ao uso de ameaças e da força para resolver disputas.

No entanto, ele afirmou que qualquer agressão contra o país ou sua população receberá uma resposta "imediata e firme" de Teerã.

Já o presidente dos Emirados Árabes destacou os esforços diplomáticos de seu país para reduzir as tensões regionais e afirmou estar satisfeito com o diálogo com o presidente Pezeshkian. Ele ainda elogiou a abordagem iraniana, que prioriza diplomacia, diálogo e prevenção da guerra na resolução de conflitos.

  • O presidente norte-americano Donald Trump não descartou a possibilidade de um ataque militar contra o Irã com o objetivo de provocar uma mudança de regime, que é acusado por Washington de reagir com violência às manifestações antigovernamentais e de desenvolver armas nucleares.
  • O Irã nega o caráter militar de seu programa nuclear e responsabiliza os países ocidentais pelas mortes durante os protestos, acusando-os de infiltrar terroristas entre os manifestantes.