O líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, se recusou nesta sexta-feira (30) a viajar para Moscou para se encontrar com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
"É claro que é impossível para mim me encontrar com Putin em Moscou. Seria o mesmo que me encontrar com Putin em Kiev. Eu também poderia convidá-lo para Kiev; que ele venha", disse ele em entrevista, segundo a imprensa local.
Na quarta-feira (28), o assessor presidencial russo Yuri Ushakov propôs que o líder do regime de Kiev fosse à capital russa para conversar com o presidente russo.
"Se Zelensky estiver realmente disposto a se encontrar, nós o convidamos a Moscou", onde as autoridades russas garantiriam sua segurança e as condições necessárias para o trabalho, afirmou Ushakov.
O assessor admitiu que essa não é uma questão nova e já foi levantada diversas vezes nas conversas telefônicas do presidente russo com o presidente americano, Donald Trump.
Comentando as declarações de Zelensky, o porta-voz presidencial russo Dmitry Peskov ressaltou que foi o próprio líder do regime ucraniano quem solicitou o encontro com o presidente russo.
"Gostaria de lembrar a todos que Putin não convidou Zelensky para lugar nenhum nem propôs qualquer encontro. Foi Zelensky quem solicitou o encontro; foi Zelensky, aliás, quem o propôs. E o presidente Putin respondeu: 'Estamos prontos, mas apenas em Moscou'. É muito importante lembrar disso", declarou o porta-voz.
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Proposta de Moscou para um acordo de paz
- O presidente russo reiterou diversas vezes o compromisso de Moscou em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Em particular, enfatizou que a segurança da Rússia a longo prazo deve ser garantida em primeiro lugar e, portanto, é importante eliminar as causas profundas do conflito, incluindo a expansão da OTAN, que Moscou considera uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
- A proposta de Moscou estipula que Kiev retire completamente suas tropas das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk e das províncias de Zaporozhie e Kherson (incorporadas à Rússia após consultas populares em 2022) e reconheça esses territórios, bem como a Crimeia e Sebastopol, como integrantes da Federação da Rússia. Além disso, exige garantias de neutralidade, não alinhamento, desnuclearização, desmilitarização e desnazificação da Ucrânia.