Um grupo de cientistas chineses descobriu fósseis de cerca de 100 espécies ainda não catalogadas de antigos animais que conseguiram sobreviver a uma grande extinção em massa há 500 milhões de anos, informou na quinta-feira (29) a Academia Chinesa de Ciências.
Os fósseis foram encontrados em uma pequena pedreira de um depósito pré-cambriano localizado na província de Hunan, onde fica a chamada 'biota de Huayuan'. A pesquisa foi publicada na revista Nature.
O local serve como uma "cápsula do tempo" em que é possível ter um vislumbre do período imediatamente após a extinção em massa que interrompeu a chamada "Explosão Cambriana", evento em que surgiu a maior parte da diversidade atual de animais do planeta.
O paleontólogo Han Zeng descreveu o achado como "extraordinário".
"Muitos fósseis apresentam tecidos moles, incluindo brânquias, intestinos, olhos e até mesmo nervos", enfatizou, acrescentando que os fósseis descobertos em Huayuan "abrem uma nova janela para o que aconteceu".
Entre as espécies identificadas estão os ancestrais antigos de vermes, esponjas, medusas e numerosos artrópodes, grupo que inclui os atuais caranguejos e insetos.