'Acordos secretos': revelação explosiva de Ghislaine Maxwell vira o jogo no caso Epstein

A ex-companheira do criminoso sexual alegou que "nenhum dos quatro co-conspiradores nem dos 25 homens com acordos secretos foi indiciado".

Ghislaine Maxwell, ex-companheira e cúmplice do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, afirmou que 29 sócios e amigos do empresário foram protegidos pelo governo dos EUA por meio de acordos secretosnoticiou o jornal britânico The Telegraph na quinta-feira (29).

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O documento judicial de Maxwell, apresentado em 17 de dezembro do ano passado, pode gerar novos problemas para Donald Trump, Pam Bondi, sua procuradora-geral, e o Departamento de Justiça. Solicitando sua libertação, a defesa de Maxwell alegou que "nenhum dos quatro co-conspiradores nem dos 25 homens com acordos secretos foi indiciado", afirma o texto.

"Nenhum desses homens foi processado e nenhum foi revelado à requerente; ela os teria chamado como testemunhas se soubesse", diz o documento.

A mulher não identificou os nomes dos envolvidos e alega que essas informações foram ocultadas dela, o que, segundo sua defesa, prejudicou diretamente seu direito a um julgamento justo. 

Atualmente cumprindo uma pena de 20 anos por seu envolvimento em uma rede de tráfico de crianças, Maxwell esperava que Donald Trump pudesse lhe conceder o perdão presidencial. Aos 63 anos, a britânica é, até hoje, a única pessoa condenada pelos abusos ligados à rede mantida por Epstein, que foi encontrado morto em sua cela, em Nova York, em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento.

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