P. Diddy é acusado de ameaçar vítima de estupro alegando que matou Tupac Shakur em 1996

Steve Otis trabalhava como acompanhante masculino e a alega que o rapper o drogou e o estuprou em uma suíte de hotel no centro de Manhattan.

O rapper americano Sean Combs, mais conhecido como P. Diddy, foi acusado de ameaçar de morte uma vítima de estupro para silenciá-la, usando uma referência ao assassinato do rapper Tupac Shakur em 1996 como forma de extorsão, acusa uma nova ação judicial citada pelo New York Post.

De acordo com a ação judicial apresentada no Tribunal Supremo de Manhattan, a vítima, Steve Otis, que trabalhava como acompanhante masculino em 2012, alega que Combs o drogou e o estuprou em uma suíte de hotel no centro de Manhattan, ameaçando matá-lo caso revelasse o ocorrido para alguém.

"É melhor você não contar uma palavra para ninguém sobre isso", teria dito o rapper após o ataque, advertindo que não estava brincando. "Se eu consegui matar o Pac, o que você acha que pode acontecer com você?", ameaçou. 

Crimes sexuais

Alega-se que Combs fez a ameaça após uma noite de perversão sexual, na qual o músico ordenou que Otis fizesse sexo com uma mulher "por várias horas, degradando-a", incluindo relações sexuais sem preservativo e ejaculação dentro e sobre ela, afirma o documento. Após o ato, Combs teria constrangido Otis e o penetrado sem seu consentimento, seguindo com a violação ao longo de cerca de cinco minutos, apesar dos protestos da vítima para que parasse, por causa da dor.

Segundo o processo, Otis só se sentiu capaz de ir ao tribunal depois que Combs foi preso.

Em outubro passado, Diddy foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por traficar pessoas para fins de prostituição. Um ano antes, em 2024, a família de Tupac Shakur contratou o advogado Alex Spiro para investigar se Combs poderia estar envolvido no assassinato do famoso rapper, ocorrido quase 30 anos antes.