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Itália investiga morte de banqueiro ucraniano após queda de prédio em Milão

Autoridades locais tratam o caso como homicídio e apuram indícios de violência antes da queda.
Itália investiga morte de banqueiro ucraniano após queda de prédio em MilãoGettyimages.ru / Maja Hitij

As autoridades italianas investigam como homicídio a morte do banqueiro ucraniano Alexander Adarich, de 54 anos, que caiu do quarto andar de um edifício em Milão na última sexta-feira (23). Segundo informou a imprensa local, há suspeita de que ele já estivesse morto no momento em que foi arremessado pela janela.

Embora a autópsia ainda não tenha sido realizada, um exame forense inicial identificou sinais de constrição, especialmente nos pulsos, além de marcas compatíveis com agressões físicas. Os indícios levantaram a hipótese de que a vítima teria sido amarrada antes da queda.

Câmeras de segurança registraram Adárich entrando sozinho no prédio. Após a queda, as imagens mostram a saída de ao menos duas pessoas, ainda não identificadas. A zeladora do edifício afirmou ter visto um homem se debruçando na janela após ouvir um barulho semelhante ao impacto do corpo e, em seguida, relatou que essa mesma pessoa se aproximou dela e perguntou, em inglês: "O que aconteceu?".

Histórico

Adarich, que também possuía nacionalidade romena, chegou a Milão na manhã do mesmo dia para tratar de negócios e tinha retorno previsto à Espanha, onde vivia com a esposa, ainda naquela tarde.

Ainda segundo a imprensa local, o apartamento onde o corpo caiu havia sido reservado entre 22 e 24 de janeiro, mas não em nome do banqueiro. No local, a polícia encontrou três documentos de identidade de diferentes nacionalidades, todos com a foto de Adarich.

  • O banqueiro iniciou a carreira em 1993 no PrivatBank e, posteriormente, integrou o UkrSibbank, onde presidiu o conselho de administração entre 2002 e 2006. Entre 2012 e 2020, foi proprietário do Fidobank, que acabou liquidado pelo governo ucraniano. Depois desse período, surgem registros de atividades empresariais ligadas a ele e à família em empresas sediadas em Luxemburgo e outros paraísos fiscais, além de investimentos na região portuária de Odesa.