Aliado importante dos EUA rejeita convite de Trump para integrar Conselho de Paz sobre Gaza

Nação do Indo-Pacífico destacou a necessidade de alinhamento com a ONU e afirmou que a proposta, em sua forma atual, não atende aos critérios do país.

O governo da Nova Zelândia rejeitou nesta quinta-feira (29) o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o Conselho de Paz proposto por Washington com o objetivo de supervisionar a situação na Faixa de Gaza. O país é considerado um aliado estratégico dos EUA na região do Indo-Pacífico.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o primeiro-ministro neozelandês, Christopher Luxon, afirmou que a decisão foi tomada no sentido de "não se juntar" à iniciativa "em sua forma atual".

O ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Winston Peters, comentou o tema na rede social X. De acordo com ele, o Conselho de Paz proposto por Trump "tem um papel a desempenhar" em Gaza, "conforme previsto na Resolução 2803 do Conselho de Segurança da ONU".

Peters destacou ainda que "é importante que o trabalho do Conselho da Paz seja complementar e coerente com a Carta das Nações Unidas".

Para conhecer o plano de Trump para Gaza em detalhes, leia nosso artigo.

Preocupações sobre poderes do conselho

Notícias da imprensa internacional indicam que a ideia de Trump poderia competir com a ONU. O Financial Times relatou que o documento fundador do conselho destaca a necessidade de um "órgão internacional de consolidação da paz mais ágil e eficaz".

"O Conselho da Paz é uma organização internacional que busca promover a estabilidade, restaurar a governança confiável e legal e garantir a paz duradoura em áreas afetadas ou ameaçadas por conflitos", afirma o estatuto citado pelo jornal.

Entretanto, um funcionário americano disse ao portal Axios que o órgão não se concentrará exclusivamente em Gaza.