
'Conclusões malucas': Zakharova critica ONU por negar autodeterminação da Crimeia e do Donbass

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou fortemente as recentes conclusões do Secretariado da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o direito à autodeterminação da Crimeia e do Donbass.
"Que conclusões malucas teve o Secretariado da ONU ultimamente", escreveu a diplomata russa em seu canal na rede social Telegram.

A reação foi a uma declaração do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Em resposta a uma pergunta da agência TASS, Guterres apontou que o direito dos povos à autodeterminação não é aplicável às situações dessas regiões.
"Após uma análise muito minuciosa por parte do nosso departamento jurídico, chegamos à conclusão de que o princípio da autodeterminação não é aplicável nos casos da Crimeia e do Donbass", disse o secretário-geral da ONU. Segundo ele, o órgão considera que, nesses casos, "prevalece o princípio da integridade territorial" sobre o direito dos povos à autodeterminação.
Entenda o contexto da Crimeia e do Donbass
- A República Popular de Lugansk, a República Popular de Donetsk e as províncias de Zaporozhie e Kherson votaram a favor de fazer parte da Rússia, em um referendo de setembro de 2022.
- A Crimeia se uniu à Rússia em março de 2014, depois que 96,77% da população da península disseram sim à proposta.
- Moscou afirmou repetidamente que os novos territórios são parte integrante da Federação da Rússia, e descartou a possibilidade de abandoná-los. "Os territórios que se tornaram sujeitos da Federação Russa, que estão inscritos na Constituição do nosso país, são parte integrante da Rússia. Este é um fato absolutamente indiscutível, um fato inegociável", afirmou em fevereiro de 2025 o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
- O ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, reiterou que "a Rússia não negocia a integridade de seu território", e acrescentou que o presidente dos EUA, Donald Trump, entende isso.
