Israel entregou os corpos de 15 palestinos ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha, informou a agência Al Jazeera nesta quinta-feira (29). A troca foi a etapa final após o retorno dos restos mortais do último prisioneiro israelense, o policial Ran Gvili, morto nos ataques de 7 de outubro de 2023.
Apesar do retorno de todos os prisioneiros israelenses detidos em Gaza, milhares de palestinos permanecem sob custódia israelense, muitos sem acusação formal. Organizações de direitos humanos relatam inúmeros casos de morte e abuso de prisioneiros palestinos.
Nos termos do atual acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA, as partes concordaram com uma transição política em Gaza. Isso inclui a criação de um comitê de tecnocratas palestinos para assumir a governança cotidiana do enclave.
O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, anunciou sua disposição de entregar o controle do enclave ao novo comitê, que operará sob a supervisão do Conselho da Paz, mas sua tarefa será dificultada devido à catástrofe humanitária na região.
Segundo informações do Ministério da Saúde de Gaza, desde o início da guerra, Israel matou mais de 71 mil palestinos.
As tensões permanecem mesmo após o acordo de paz entrar em vigor. Na quinta-feira (28), dois palestinos foram sepultados após médicos confirmarem que os dois foram mortos por disparos israelenses na região de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, fora da "Linha Amarela", os 58% de Gaza ainda ocupados pelas forças israelenses.