'Groenlândia não é problema da Rússia', afirma Lavrov

Chanceler afirma que Moscou não tem qualquer pretensão sobre a ilha, respode acusações do Ocidente e aposta em um acordo entre americanos, dinamarqueses e groenlandeses.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, comentou a posição russa em relação à Groenlândia e as aspirações dos Estados Unidos de tomarem a ilha dinamarquesa. O chanceler reiterou que a questão "não é um problema russo" e expressou a esperança de que as partes em conflito cheguem a um acordo.

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"O presidente russo, Vladimir Putin, comentou recentemente a situação da Groenlândia antes do início da reunião do Conselho de Segurança da Federação Russa. Ele afirmou claramente que não é um assunto que nos diz respeito, que não é problema nosso. Ele lembrou que, nessa região, as terras eram vendidas e compradas, e expressou sua confiança de que os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia chegarão a um acordo entre si", disse Lavrov em entrevista ao canal de televisão turco TGRT e ao jornal Türkiye.

"Quanto às tentativas de explicar esta medida bastante drástica de Washington com a necessidade de proteger o mais rapidamente possível a Groenlândia e, em geral, toda a região das 'ambições' da Rússia e da China, ouvimos o que dizem os funcionários da administração do presidente dos Estados Unidos. Mas também prestamos atenção ao fato de que muitos cientistas políticos e políticos norte-americanos que não fazem parte da administração publicaram imediatamente uma série de artigos afirmando, com base em fatos (ou melhor, na ausência de fatos), que a Rússia nunca teve nem tem atualmente qualquer pretensão sobre a Groenlândia", acrescentou.

Lavrov lembrou que, sobre o Ártico em geral, a Rota Marítima do Norte é controlada legalmente e, em parte, pela Rússia.

"Ao contrário da Rússia, que nunca enviou seus canhões para zonas próximas à Groenlândia, por exemplo, as forças navais francesas (a grande potência ártica França) enviaram repetidamente seus navios de guerra para navegar pela Rota Marítima do Norte, sem respeitar as normas que a Federação Russa estabeleceu lá em prol da segurança da navegação", denunciou.

"Houve tentativas desse tipo. Mas nem mesmo isso nos levou a acusar a França de querer conquistar o Ártico setentrional, o território ártico setentrional da Federação Russa. E nós, repito mais uma vez, nem sequer pensamos em algo assim em relação à Groenlândia", reiterou.

EUA e Groenlândia