
Orbán: Hungria vai barrar entrada da Ucrânia na UE, desafiando a pressão de Bruxelas

Apesar da pressão interna na União Europeia, a Hungria não permitirá a entrada da Ucrânia no bloco, afirmou o primeiro-ministro Viktor Orbán, em uma publicação em sua conta do X nesta quinta-feira (29).
O líder húngaro declarou que, embora três quartos dos europeus se oponham à adesão acelerada da Ucrânia à UE, os dirigentes do bloco estão "seguindo em frente", independentemente dessa posição.
"Eles não se importam com o que as pessoas pensam; até agora, apenas alguns governos europeus têm força para resistir à vontade de Bruxelas", disse Orbán.

Ele afirmou que a Hungria é "uma das exceções", já que "95% dos húngaros rejeitaram a adesão acelerada de Kiev” ao bloco porque "querem proteger" os agricultores, a segurança das famílias e a paz no país.
"Nosso governo patriótico está fazendo exatamente o que o povo lhe confiou. Não vamos recuar, apesar da pressão", declarou o político.
Declarações de Zelensky
Na terça-feira, o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, afirmou que a Ucrânia visa o ingresso à UE já no próximo ano.
A adesão é "uma das principais garantias de segurança não só para nós, mas para toda a Europa", disse, ao acrescentar que o país contribui para a "força coletiva" do continente em segurança, tecnologia e economia.
"É por isso que estamos falando de uma data específica, 2027, e temos o apoio de nossos parceiros nessa posição", afirmou.
A Ucrânia recebeu o status de país candidato em junho de 2022, e as negociações para a adesão começaram em 2024.
