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Rússia pede moderação e alerta para risco de caos no Oriente Médio diante de ameaça dos EUA ao Irã

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov disse que ainda há espaço para soluções diplomáticas; o governo iraniano afirmou estar pronto para responder a uma eventual agressão militar norte-americana.
Rússia pede moderação e alerta para risco de caos no Oriente Médio diante de ameaça dos EUA ao IrãGettyimages.ru / Abram81

A Rússia pediu moderação e a não utilização da força na situação em torno do Irã, afirmou nesta quinta-feira (29) o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Segundo Peskov, esse tipo de medida pode desestabilizar todo o Oriente Médio. "Continuamos a incentivar todas as partes à moderação e a renunciar ao uso da força para resolver os problemas", declarou.

"É evidente que o potencial de negociação está longe de se esgotar. E, é claro, como está longe de se esgotar, a atenção deve se concentrar principalmente nos mecanismos de negociação", acrescentou.

"Qualquer ação de força só pode criar caos na região e ter consequências muito perigosas", concluiu Peskov. As declarações ocorrem em meio à ameaça de um possível ataque dos Estados Unidos ao Irã.

  • Na terça-feira (27), Donald Trump anunciou que uma "maravilhosa Armada" está a caminho do Irã, poucos dias após o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln e de seu grupo de combate ao Oriente Médio, colocando o país persa ao alcance de eventuais ataques.
  • Na quarta-feira (28), o presidente americano declarou que, "assim como no caso da Venezuela", a frota "está pronta, disposta e capacitada para cumprir rapidamente sua missão, com rapidez e violência, se necessário". Apesar disso, disse acreditar que o Irã se sentará "rapidamente" à mesa de negociações para alcançar um acordo "justo, equilibrado e sem armas nucleares".
  • O governo iraniano alertou que qualquer ação militar contra o país será considerada "o início de uma guerra". Teerã afirmou ainda que suas Forças Armadas estão "com o dedo no gatilho", prontas para responder de forma imediata e contundente a qualquer agressão, mas declarou estar aberto a um "diálogo baseado no respeito e nos interesses mútuos".