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Delcy Rodríguez: 'extremismo não conseguiu, não consegue e não conseguirá' tomar poder da Venezuela

A presidente encarregada do país anunciou a criação de um gabinete de cibersegurança com o objetivo de reformular o sistema de defesa local.
Delcy Rodríguez: 'extremismo não conseguiu, não consegue e não conseguirá' tomar poder da VenezuelaGettyimages.ru / Jesus Vargas / Stringer

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou na quarta-feira (28) que a ala extremista da oposição local "não conseguiu, não consegue e não conseguirá" tomar o poder político no país sul-americano, pois todos os seus planos fracassaram.

"Posso descrever nossa Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) como uma campeã. Nossos órgãos de segurança cidadã têm sido campeões em desarticular o extremismo e o fascismo na Venezuela, em derrotar golpes de Estado, sabotagens, atentados contra a ordem constitucional. [Esses setores] tiveram que recorrer a uma potência nuclear para tentar distorcer a soberania do povo venezuelano", afirmou Rodríguez em um ato em que recebeu as insígnias de comandante-chefe da FANB.

A presidente encarregada também enviou "uma mensagem muito clara ao extremismo da Venezuela e às suas conexões internacionais" em relação à abertura de um espaço "para o diálogo político": "Que venham todos aqueles que realmente amam a Venezuela, mas aqueles que pretendem perpetuar os danos e a agressão contra o povo venezuelano, que fiquem em Washington, porque aqui não vão entrar para perturbar a paz e a tranquilidade da república. Haverá lei e haverá justiça", advertiu.

Rodríguez insistiu que, embora Caracas esteja disposta ao "entendimento" e ao "diálogo", não está disposta a "outra agressão" nem que esses líderes políticos "tenham que procurar potências nucleares para agredir" o povo venezuelano "e tentar chantageá-lo e extorqui-lo".

Novo sistema defensivo

Rodríguez destacou a atuação das forças armadas durante a invasão dos EUA, mas reconheceu que o adversário exibiu uma "superioridade tecnológica desconhecida" e empregou um "armamento desconhecido", conforme admitiram as autoridades do país norte-americano, o que os obrigam a tomar medidas para fortalecer seus sistemas defensivos

"Precisamos aprender com os azares, precisamos compreender. E, por essa razão, decidi criar um Escritório Nacional de Defesa e Segurança Cibernética da Venezuela que ficará vinculado ao Conselho de Vice-Presidentes" sob a liderança da Ministra da Ciência e Tecnologia, Gabriela Jiménez, anunciou a presidente encarregada.

Rodríguez pediu para que "cientistas e especialistas em tecnologia na Venezuela, bem como especialistas militares", empreguem suas "altas capacidades a serviço da defesa, da ciência e da tecnologia" para "defender" o ciberespaço venezuelano