
Battleship: veja que 'peças' os EUA movem ao tabuleiro do Oriente Médio na escalada contra o Irã

Cruzando o contexto de crescente tensão com o Irã, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Oriente Médio com incorporação de novos recursos de última tecnologia, informou recentemente o portal TWZ.

A Marinha dos Estados Unidos já conta com 10 navios de guerra na área de responsabilidade do Comando Central (CENTCOM), incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e três contratorpedeiros da classe Arleigh Burke, que formam um destacamento semelhante ao do Grupo de Apoio da Frota Gerald R. Ford no Caribe antes do ataque lançado contra a Venezuela no início de janeiro.
O USS Delbert D. Black, da classe Arleigh Burke, junta-se à força, fornecendo defesa antimísseis e antidrones, além de capacidade ofensiva à distância. Segundo a reportagem, essas capacidades são fundamentais na região após as ameaças dos houthis do Iêmen contra alvos americanos e israelenses, em caso de ataques contra o Irã.
Assim no mar, como no ar
De acordo com rastreamentos de voo, um RC-135V Rivet Joint da Força Aérea chegou à base aérea de Al Udeid, no Catar, após partir de Offutt (Nebraska) e fazer escala na base britânica de Mildenhall.
O RC-135, um dos principais ativos de inteligência dos Estados Unidos, está equipado com sistemas de inteligência de sinais (SIGINT) capazes de interceptar e localizar emissões eletrônicas, desde rádios até radares, e elaborar uma "ordem de batalha eletrônica" de um adversário.
Há dados que apontam para a possível chegada de outras aeronaves, como um E-11A Battlefield Airborne Communications Node à base de Souda, em Creta, bem como seis aviões de guerra eletrônica E/A-18G Growler que teriam abandonado sua missão no Caribe rumo ao leste do Atlântico.
Aeronaves HC-130J Combat King II de busca e resgate em combate também estão se dirigindo para o Oriente Médio para apoiar eventuais operações em território disputado. A eles, soma-se o recente envio de ao menos uma dúzia de caças-bombardeiros F-15E Strike Eagle para a base Muwaffaq Salti, na Jordânia, a chegada gradual de aviões-tanque e a permanência na região de outros aviões de combate tático, incluindo A-10.
- Na terça-feira (27), Trump anunciou que uma "maravilhosa Armada" está a caminho do Irã, poucos dias após o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de combate ao Oriente Médio, colocando o país persa ao alcance de possíveis ataques.
- O presidente americano declarou na quarta-feira (28) que, "assim como no caso da Venezuela”, a frota "está pronta, disposta e capacitada para cumprir rapidamente sua missão, com rapidez e violência, se necessário". Apesar disso, Trump disse acreditar que o Irã se sentará "rapidamente" à mesa de negociações para alcançar um acordo "justo, equilibrado e sem armas nucleares".
- O governo iraniano alertou que qualquer ação militar contra o país será considerada "o início de uma guerra". Teerã afirmou ainda que suas Forças Armadas estão "com o dedo no gatilho", prontas para responder de forma imediata e contundente a qualquer agressão. Ao mesmo tempo, declarou estar aberto a um "diálogo baseado no respeito e nos interesses mútuos".

