
Trump avalia atacar líderes e instalações estratégicas do Irã

Trump avalia a possibilidade de realizar ataques seletivos contra o Irã. Entre os possíveis alvos estariam líderes iranianos, autoridades de segurança que Washington responsabiliza pelas mortes ocorridas durante recentes protestos antigovernamentais, além de instalações nucleares e prédios governamentais, segundo fontes ouvidas pela CNN.
Irã vive onda de protestos em meio à incitação ao caos vinda do exterior: o que se sabe?

A opção militar ganhou força depois que as negociações entre Washington e Teerã não apresentaram progresso. De acordo com as fontes, a decisão final ainda não foi tomada.
As conversas nunca chegaram a ser negociações diretas formais. Houve apenas troca de mensagens por meio de diplomatas de Omã e contatos entre o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o chanceler iraniano, Abbas Araghchi. Eles discutiram a possibilidade de uma reunião para evitar um ataque que Trump havia ameaçado lançar no início de janeiro, em resposta às mortes durante as manifestações. O encontro, no entanto, nunca ocorreu.
Segundo as fontes, os Estados Unidos condicionaram a reunião a uma série de exigências, como o fim do enriquecimento de urânio, a limitação do alcance e da quantidade de mísseis balísticos e o encerramento do apoio iraniano a grupos aliados na região.
Teerã, por sua vez, informou que estaria disposto a negociar apenas sobre o programa nuclear. A proposta não recebeu resposta de Washington, o que deixou as duas partes em um impasse, afirmaram os interlocutores.
- Na terça-feira (27), Trump anunciou que uma "maravilhosa Armada" está a caminho do Irã, poucos dias após o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de combate ao Oriente Médio, colocando o país persa ao alcance de possíveis ataques.
- Na quarta-feira (28), o presidente declarou que, "assim como no caso da Venezuela”, a frota "está pronta, disposta e capacitada para cumprir rapidamente sua missão, com rapidez e violência, se necessário". Apesar disso, Trump disse acreditar que o Irã se sentará "rapidamente" à mesa de negociações para alcançar um acordo "justo, equilibrado e sem armas nucleares".
- O governo iraniano alertou que qualquer ação militar contra o país será considerada "o início de uma guerra". Teerã afirmou ainda que suas Forças Armadas estão "com o dedo no gatilho", prontas para responder de forma imediata e contundente a qualquer agressão. Ao mesmo tempo, declarou estar aberto a um "diálogo baseado no respeito e nos interesses mútuos".

