
Netanyahu culpa governo Biden por baixas das tropas de Israel na Faixa de Gaza

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na terça-feira (27) que mortes de soldados das Forças de Defesa de Israel na Faixa de Gaza ocorreram devido à falta de munição, atribuída a um "embargo" de armas imposto durante a administração do ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, informou o jornal The Times of Israel.

Netanyahu não informou o número de militares mortos nem as datas dos episódios, mas declarou que o suposto embargo foi encerrado após a posse do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2025.
Segundo o premiê, Israel "pagou um preço muito alto" na guerra em termos de perdas humanas e parte desse custo esteve ligada à escassez de munição em determinados momentos do conflito.
"Os heróis caíram porque não tinham a munição necessária, e parte dessa falta de munição se devia ao embargo", disse Netanyahu durante uma coletiva de imprensa.
Relação com Washington
Durante a fala, Netanyahu afirmou que está determinado a evitar que a situação se repita e defendeu que Israel desenvolva uma indústria bélica "forte e independente" ao longo da próxima década.
O premiê também afirmou que a relação com os Estados Unidos deve evoluir "de ajuda para parceria", com cooperação no desenvolvimento e na produção conjunta de armamentos.
Em resposta às declarações, Amos Hochstein, assessor do governo Biden, afirmou que Netanyahu "não está dizendo a verdade" e classificou a fala como ingratidão.
Em publicação em sua conta no Twitter, Hochstein declarou que a administração Biden enviou a Israel mais de US$ 20 bilhões (R$ 103 bilhões) em ajuda militar, descrevendo o valor como "o maior da história de Israel".

