
Secretário de Estado dos EUA diz que Washington não descarta operação militar preventiva contra Irã

Os Estados Unidos não descartam uma operação militar preventiva contra o Irã e vão reforçar suas forças no Oriente Médio, declarou nesta quarta-feira (28) o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em audiência no Senado do país.
"No que diz respeito à nossa presença na região, este é o ponto de partida que quero estabelecer para todos. O ponto de partida é o seguinte: temos entre 30.000 e 40.000 soldados dos Estados Unidos destacados em entre oito e nove instalações nessa região", afirmou Rubio.
Segundo o secretário, todos esses contingentes estão sob ameaça direta. "Todas elas estão ao alcance, não teoricamente, mas na prática, de milhares de veículos aéreos não tripulados unidirecionais e de mísseis balísticos iranianos de curto alcance, mísseis balísticos de curto alcance que ameaçam nossa presença de tropas", advertiu, ao mencionar capacidades do Irã.
"O presidente Donald Trump sempre se reserva a opção defensiva preventiva", afirmou. "Em essência, se tivermos indícios de que, de fato, vão atacar nossas tropas na região, [agiremos] para defender nosso pessoal na região", explicou.

Na sequência, o secretário de Estado defendeu a revisão do dispositivo dos Estados Unidos no Oriente Médio:
"Acho sensato e prudente manter uma postura de forças dentro da região que possa responder e, potencialmente, não é que necessariamente vá ocorrer, mas, se fosse necessário, prevenir antecipadamente um ataque contra milhares de militares norte-americanos e outras instalações na região, bem como contra nossos aliados", disse Rubio. "Espero que não cheguemos a esse ponto", concluiu.
- Na terça-feira, o mandatário dos Estados Unidos anunciou que uma "maravilhosa Armada" segue agora em direção ao Irã, dias após o porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de combate terem sido deslocados para o Oriente Médio, colocando o país persa ao alcance de potenciais ataques.
- Também foi informado que os EUA haviam enviado mais sistemas de mísseis terra-ar Patriot e sistemas de defesa antiaérea THAAD para a região.
- Trump não descartou a possibilidade de um ataque militar contra o Irã e criticou o governo do país persa, que acusa de represálias às violentas manifestações antigovernamentais — já contidas — e de desenvolver armas nucleares. Por sua vez, Teerã nega o suposto caráter militar de seu programa atômico e responsabiliza países ocidentais pelas numerosas mortes ocorridas durante os protestos, acusando-os de infiltrar terroristas entre os manifestantes.
