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Comandante ucraniano propõe serviço militar obrigatório para 100 mil estrangeiros

Denis Yaroslavsky considera que os estrangeiros que querem viver na Ucrânia devem "defender" o país.
Comandante ucraniano propõe serviço militar obrigatório para 100 mil estrangeirosGettyimages.ru / Jose Colon / Anadolu

O comandante da unidade de inteligência das Forças Armadas da Ucrânia, Denis Yaroslavsky, propôs um serviço militar contratual obrigatório para estrangeiros por seis meses.

"Atualmente, mais de 100 mil homens estrangeiros em idade de alistamento vivem na Ucrânia com permissão de residência. Eu obtive uma permissão de residência, trabalhei na milícia e depois na polícia. Sempre soube que os passaportes são vendidos por US$ 10 mil (cerca de R$ 52 mil). Tudo aqui é decidido por dinheiro", declarou o comandante ao vivo no canal Novini.Live, nesta quarta-feira (28).

Yaroslavsky revelou que tinha apresentado essa ideia ao Estado-Maior e que ela "está sendo analisada". "Espero que seja aceita", acrescentou. O militar também propôs a criação de uma unidade internacional baseada em tropas de assalto.

"Se você quiser abrir um negócio na Ucrânia, constituir família ou sair para comer em restaurantes e não é residente — como vemos, metade do país agora tem não residentes em restaurantes — então, você deve demonstrar que, durante a situação difícil no país, você o defenderá como nós, em igualdade de condições com os ucranianos", argumentou o comandante.

"Se desses 100 ou 150 mil não residentes, segundo diversas fontes, metade abandonar o país, não perderemos nada. Mas a outra metade deve nos apoiar em nossos direitos e defendê-los com ações, não com palavras", concluiu.

Baixas no exército ucraniano

  • Esta não é a primeira ideia desse tipo de Yaroslavsky. Em outubro de 2025, o comandante afirmou que a Ucrânia deveria mobilizar jovens de 16 a 18 anos e formar com eles um novo exército para que se possa obter um contingente de alta qualidade em cinco anos.

  • Além de uma escassez significativa de armas e munição, o regime de Kiev enfrenta dificuldades causadas pelo endurecimento da mobilização, como a fuga em massa de seus cidadãos e baixas consideráveis em suas Forças Armadas.