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Irã afirma que 'qualquer ataque por parte dos EUA será respondido de forma apropriada'

A prioridade de Teerã neste momento não são as negociações com Washington, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã.
Irã afirma que 'qualquer ataque por parte dos EUA será respondido de forma apropriada'Gettyimages.ru / Morteza Nikoubazl / NurPhoto

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, garantiu, em entrevista à agência de notícias Tasnim nesta quarta-feira (28), que seu país responderá adequadamente a qualquer ataque dos EUA.

Na mesma entrevista, o representante observou que Teerã não está negociando com Washington no momento, embora as trocas informais de mensagens continuem.

Gharibabadi explicou que a prioridade atual do Irã "não são as negociações com os EUA, mas sim a prontidão de defesa do país em 200%".

"Mesmo que Teerã e Washington se sentem à mesa de negociações, isso não significa que Teerã reduzirá sua prontidão para uma possível guerra", acrescentou.

Nesta quarta-feira (28), Donald Trump voltou a ameaçar o Irã em uma nova publicação no Truth Social. O presidente americano afirmou que a "enorme armada" que se dirige ao Irã está "pronta, disposta e capaz de cumprir sua missão rapidamente e, se necessário, com violência".

O mandatário americano expressou esperança de que Teerã se sente "rapidamente" à mesa de negociações para chegar a um "acordo justo, equitativo e não nuclear".

Nesse contexto, o presidente relembrou a Operação Martelo da Meia-Noite, quando Washington bombardeou três instalações nucleares iranianas em junho passado, e alertou que "o próximo ataque será muito pior".

  • O presidente Donald Trump não descartou a possibilidade um ataque militar contra o Irã com objetivo de provocar uma mudança de regime, acusado por Washington de reagir de forma violenta às manifestações antigovernamentais e de desenvolver armas nucleares.
  • O Irã nega o caráter militar de seu programa nuclear e responsabiliza os países ocidentais pelas mortes durante os protestos, acusando-os de infiltrar terroristas entre os manifestantes.