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Trump: EUA estão dispostos a agir com o Irã da mesma forma que fizeram com a Venezuela

O presidente dos Estados Unidos voltou a lançar uma advertência à República Islâmica.
Trump: EUA estão dispostos a agir com o Irã da mesma forma que fizeram com a VenezuelaGettyimages.ru / Patrick M. Bonafede / U.S. Navy

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma publicação nesta quarta-feira (28) que a "enorme armada" que se dirige ao Irã, "assim como à Venezuela, está pronta, disposta e capacitada para cumprir rapidamente sua missão, com rapidez e violência, se necessário".

O presidente explicou que a frota é liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln e é "maior" do que "a que foi enviada à Venezuela", alertando para a velocidade e poder da embarcação.

Diante disso, Trump expressou esperança de que Teerã se sente "rapidamente" à mesa de negociações para chegar a "um acordo justo, equitativo e sem armas nucleares".

Nesse sentido, Trump lembrou a operação Martelo da Meia-Noite, quando, em junho passado, Washington realizou bombardeios contra três instalações nucleares do Irã e advertiu que "o próximo ataque será muito pior'.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.