"Se Zelensky está pronto para se reunir, pode vir a Moscou", afirmou nesta quarta-feira (28) o assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, em resposta à declaração de Kiev sobre a disposição de Vladimir Zelensky em manter conversações com Vladimir Putin.
As autoridades russas garantirão segurança de Zelensky e as condições necessárias para seu trabalho, destacou Ushakov.
Ushakov admitiu que não se trata de uma questão nova e que foi abordada várias vezes nas conversas por telefone entre o presidente russo e o presidente americano, Donald Trump. Durante essas ligações, Trump "propôs estudar essa possibilidade", revelou.
"Nunca descartamos e não rejeitamos contatos desse tipo", afirmou o assessor. Entretanto, acrescentou que é fundamental "que esses contatos sejam bem preparados".
- O chanceler ucraniano, Andrey Sibiga, afirmou na terça-feira (27), em entrevista exclusiva ao jornal ucraniano Evropeyskaya Pravda ['Verdade europeia'], que Zelensky estava disposto a se reunir pessoalmente com Vladimir Putin para resolver "duas das questões importantes no âmbito das negociações de paz". Os temas em questão seriam os territórios e o futuro controle da usina nuclear de Zaporozhie. Sibiga também afirmou que não considera necessário um encontro com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.
- Um colunista do jornal Financial Times afirmou na segunda-feira (26) que o líder do regime de Kiev tinha concordado em manter negociações trilaterais entre a Ucrânia, a Rússia e os EUA em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) para "não se tornar inimigo" de Trump.