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Rússia diz que sua solidariedade com o povo cubano e seus dirigentes é 'inabalável'

Um possível bloqueio naval para cortar completamente o abastecimento de petróleo à ilha é observado com "profunda preocupação".
Rússia diz que sua solidariedade com o povo cubano e seus dirigentes é 'inabalável'AP / Alexander Nemenov / Pool

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou nesta quarta-feira (28) que Moscou observa com "profunda preocupação" as notícias sobre supostos planos dos Estados Unidos de endurecer ainda mais o bloqueio contra Cuba.

"Nossa solidariedade com o povo cubano e com os líderes da irmã Cuba é inabalável", declarou Zakharova.

A porta-voz condenou os supostos planos de um bloqueio naval para cortar completamente o fornecimento de petróleo à ilha e lembrou o sofrimento causado por quase 70 anos de bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA. Ela acrescentou que Washington recorre a "todo tipo de artimanhas" para endurecer as sanções, como a inclusão de Cuba na lista de "países patrocinadores do terrorismo".

Defendendo que o "bom senso" prevaleça em Washington, Zakharova sublinhou que espera que publicações sobre o bloqueio "não tenham fundamento".

Caso contrário, alertou, essa seria "uma nova e grave violação do direito internacional", uma vez que a legislação americana se colocaria acima das normas internacionais vigentes, atentando de forma "desumana" contra a vida digna dos cidadãos cubanos.

As informações se relacionariam com o "uso da força" por parte de Washington no início de janeiro, quando os EUA sequestraram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores, o que Moscou considera uma violação dos princípios básicos do direito internacional.

  • O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou na segunda-feira (26) a informação sobre o possível bloqueio naval a Cuba como "preocupante" e afirmou que Moscou sabe que seus "camaradas cubanos estão decididos a defender seus interesses e sua independência".
  • Similarmente, na terça-feira (27) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, urgiu que o governo americano cesse as violações do direito internacional e a suspenderem imediatamente o bloqueio e as sanções contra a ilha. Guo denunciou que Washington priva o povo cubano de seu direito à sobrevivência e ao desenvolvimento, além de prejudicar a paz e a estabilidade regionais.