
'EUA recorrem a qualquer artimanha para endurecer bloqueio contra Cuba', denuncia Moscou

A Rússia espera que as notícias que circulam na imprensa sobre os supostos planos dos EUA de aumentar a pressão sobre Cuba, incluindo um bloqueio naval que impediria o país de importar petróleo, sejam infundadas, afirmou nesta quarta-feira (28) a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

Em resposta a uma pergunta durante coletiva de imprensa, a porta-voz lembrou que "Cuba sofre há quase 70 anos sob o jugo opressivo do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto ilegitimamente por Washington".
"Ao mesmo tempo, os Estados Unidos recorrem a todo tipo de artimanhas para intensificar ainda mais esse bloqueio, entre elas, a inclusão de Cuba na odiosa lista de 'países patrocinadores do terrorismo'", afirmou a porta-voz.
Os rumores de uma pressão renovada sobre a ilha, afirmou ela, "não podem deixar de causar profunda preocupação", especialmente após a "captura forçada do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa" pelos EUA no início de janeiro, "violando as normas e princípios fundamentais do direito internacional".
"Além disso, considerando que representantes do governo dos EUA têm repetidamente feito ameaças contra Cuba, incluindo a de 'explodir todos lá', e pressionado Havana a aceitar algum tipo de 'acordo'", observou Zakharova.
"Esperamos que os relatos mencionados sejam infundados. O bom senso deve prevalecer também em Washington", declarou a porta-voz.
Caso contrário, disse Zakharova, isso constituiria "mais uma flagrante violação do direito internacional, priorizando a legislação interna dos EUA e o regime de sanções que impôs em detrimento do direito internacional vigente, uma interferência desumana na dignidade dos cidadãos cubanos e a criação de uma crise humanitária na ilha".
O portal de notícias Politico informou na última sexta-feira (23), citando fontes, que o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, está preparando um embargo total às importações de petróleo da nação caribenha. Washington já adotou uma política semelhante na Venezuela, onde, no início de janeiro, realizou um ataque em larga escala e sequestrou o presidente Maduro. Os bombardeios foram condenados pelos governos de países como Rússia, Colômbia, México e Brasil.

