Um Tribunal de Distrito de Riga, na Letônia, condenou o cientista e ativista de direitos humanos Alexander Gaponenko a 10 anos de prisão por participar em uma conferência em Moscou, informou na terça-feira (27) a agência LETA.
Segundo a acusação, Gaponenko, de 71 anos, foi processado por supostamente "ajudar um Estado estrangeiro" em atividades contra a Letônia e "por incitar ao ódio nacional".
O Ministério Público, citado pela agência, afirmou que o a decisão está "fundamentada e baseada no direito". A sentença pode ser recorrida perante o Tribunal Regional de Riga.
A advogada de Gaponenko indicou à LETA que apresentará o recurso uma vez que se conheça o texto integral da resolução. O acusado, que permanece em prisão preventiva, se declarou inocente.
Em fevereiro de 2025, o cientista participou de uma discussão pública em Moscou, organizada pelo Instituto de Países da Comunidade de Estados Independentes (CEI) e intitulada 'Etnocídio dos compatriotas russos nos Estados Bálticos', onde, segundo o órgão, difundiu deliberadamente afirmações falsas, em particular sobre a perseguição dos russos e a proibição da língua russa.