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'Infundado': WhatsApp rebate empresa israelense de spyware sobre alegações de não proteger mensagens

A NSO Group entrou com uma ação judicial contra a Meta**, a quem eles acusam de não criptografar as comunicações dos usuários do Whatsapp*.
'Infundado': WhatsApp rebate empresa israelense de spyware sobre alegações de não proteger mensagensGettyimages.ru / Amir Levy

O WhatsApp* classificou como "infundada" uma nova ação judicial que o acusa de não criptografar as comunicações dos usuários, argumentando que tal ação é uma manobra de retaliação da empresa israelense de spyware NSO Group, informou o New York Post na terça-feira (27).

Em comunicado, o diretor da plataforma, Will Cathcart, afirmou que a ação é "uma distração promovida pelo mesmo escritório de advocacia que defende o grupo NSO". A ação, movida na sexta-feira passada (25), alega que a Meta**, dona do WhatsApp*, mente sobre a privacidade e segurança do aplicativo.

"Durante uma década, o WhatsApp* protegeu as mensagens com criptografia de ponta a ponta para que ninguém mais pudesse lê-las", rebateu Cathcart. "Estamos respondendo porque é importante que todos nos posicionemos contra o spyware que ameaça a capacidade das pessoas de se comunicarem livremente e com segurança", acrescentou.

Batalha prolongada

Um longo conflito opõe o WhatsApp* ao NSO Group, liderado por investidores encabeçados pelo produtor de Hollywood Robert Simonds. No final de 2021, os EUA adicionaram a NSO à lista negra comercial do Departamento de Comércio por "atividades cibernéticas maliciosas", o que impôs certos requisitos de licenciamento , lembrou o veículo.

Em uma das últimas rodadas judiciais, um juiz federal ordenou que a NSO pagasse US$ 4 milhões de indenização à Meta** pelo uso do software espião Pegasus.

A ferramenta foi usada para hackear telefones de jornalistas, ativistas e políticos em mais de 50 países, incluindo membros da realeza saudita e de pessoas ligadas ao jornalista Jamal Khashoggi, assassinado em 2018.

*Pertence à Meta, classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.

**Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.