A Suécia realiza conversas preliminares com o Reino Unido e a França para ter a proteção de seus arsenais nucleares, revelou recentemente o primeiro-ministro do país, Ulf Kristersson, em entrevista à rede SVT.
Kristersson afirmou que os diálogos ainda não apresentam propostas concretas ou cronograma definido, mas destacou a "abertura" de Paris para discutir o tema.
Um porta-voz do governo britânico confirmou ao The Telegraph que o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, discutiu a ideia de um "guarda-chuva nuclear" com seu colega sueco.
Perda de confiança em Washington?
Embora a participação da OTAN já ofereça proteção nuclear coletiva aos seus membros, um acordo explícito com o Reino Unido e a França, que são as únicas potências nucleares europeias da aliança, aprofundaria a cooperação defensiva e reduziria a dependência de Washington.
O debate não se limita à Suécia. No ano passado, o chanceler alemão Friedrich Merz expressou seu desejo de aderir ao guarda-chuva nuclear britânico e francês com o mesmo objetivo. Entre as opções em discussão está o possível destacamento de aeronaves francesas com ogivas nucleares para a Alemanha.