Um tribunal de Seul condenou nesta quarta-feira (28) a ex-primeira-dama sul-coreana Kim Keon-hee, esposa do ex-presidente destituído Yoon Suk-yeol, a 1 ano e 8 meses de prisão por ter recebido presentes de luxo de um grupo religioso local, informou a agência sul-coreana Yonhap. Kim, que está em prisão preventiva desde agosto e negou todas as acusações.
O Ministério Público havia pedido 15 anos de prisão, mas o Tribunal do Distrito Central de Seul aplicou uma pena bem menor e absolveu Kim das acusações de manipulação de ações e violação da Lei de Financiamento Político. O tribunal determinou ainda o confisco de 12,8 milhões de wones (cerca de R$ 45 mil).
Com essa decisão, Kim e seu marido se tornam o primeiro casal presidencial da Coreia do Sul a ser condenado e preso. Yoon já havia sido sentenciado a cinco anos de prisão por tentar impor a lei marcial em 2024 e enfrenta outros processos por insurreição.
Os juízes consideraram provado que Kim recebeu itens como uma bolsa Chanel e um colar de luxo da marca Graff de um responsável da Igreja da Unificação que buscava favores comerciais. A ex-primeira-dama também era acusada de conspirar com o ex-diretor da Deutsch Motors e um aliado para manipular o preço das ações da empresa, obtendo lucros ilícitos.