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EUA anunciam exercícios aéreos de vários dias no Oriente Médio em meio a tensões com o Irã

"Nossos aviadores estão demonstrando que podem dispersar-se, operar e gerar saídas de combate em condições exigentes, de forma segura e junto a nossos parceiros", disse o tenente-general Derek France, comandante das forças aéreas dos EUA no Oriente Médio.
EUA anunciam exercícios aéreos de vários dias no Oriente Médio em meio a tensões com o IrãX / CENTCOM

A Força Aérea dos Estados Unidos anunciou a realização de exercícios aéreos de vários dias na área de responsabilidade do Comando Central (CENTCOM), no Oriente Médio, em meio às crescentes tensões com o Irã e à possibilidade de um novo ataque norte-americano à nação persa.

Segundo a Novena Força Aérea (AFCENT), o objetivo das manobras é testar a capacidade de deslocamento, dispersão e manutenção da potência aérea de combate na região. O exercício ocorrerá em múltiplos pontos, com operações rápidas a partir de bases de contingência e suporte logístico mínimo.

As atividades visam aprimorar a dispersão de pessoal e equipamentos, reforçar a cooperação com países aliados e preparar respostas flexíveis a incidentes na região. Também serão validados procedimentos de movimentação rápida de aeronaves e tripulações, além do comando e controle integrado e multinacional em uma ampla área de operação.

"Nossos aviadores estão demonstrando que podem dispersar-se, operar e gerar saídas de combate em condições exigentes, de forma segura e junto a nossos parceiros", afirmou o tenente-general Derek France,  comandante das forças aéreas dos EUA no Oriente Médio. "O exercício mantém o compromisso de ter aviadores prontos para combate e a disciplina necessária para disponibilizar potência aérea onde e quando for preciso", completou.

Durante os exercícios, equipes americanas se deslocarão para diversas localizações para ensaiar montagem, decolagem e recuperação de aeronaves com apoio logístico mínimo. A AFCENT ressaltou que todas as operações terão autorização dos países anfitriões e ocorrerão em coordenação com autoridades civis e militares de aviação.

  • O aumento da presença militar dos Estados Unidos na região ocorre após o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln, que está dentro do alcance de um eventual ataque iraniano.
  • O presidente Donald Trump não descartou a possibilidade um ataque militar contra o Irã, com objetivo de provocar mudanças no governo, acusado por Washington de reagir às violentas manifestações antigovernamentais, já contidas, e de desenvolver armas nucleares.
  • O Irã nega o caráter militar de seu programa nuclear e responsabiliza países ocidentais pelas mortes durante os protestos, acusando-os de infiltrar terroristas entre os manifestantes.