O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (27) que Washington tem "uma presença muito forte na Venezuela", como resultado dos bombardeios realizados em 3 de janeiro contra o país, uma ação militar do Pentágono que deixou mais de 100 mortos e terminou com o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, juntamente com sua esposa, Cilia Flores.
"Temos uma presença muito forte na Venezuela e vamos conseguir muito dinheiro para a Venezuela porque a Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo, acredito, com exceção do nosso país, maiores até que as da Arábia Saudita", declarou o mandatário durante uma coletiva de imprensa.
O presidente norte-americano observou que, embora os Estados Unidos tenham passado por "um momento muito difícil com a Venezuela há algumas semanas", referindo-se à invasão militar armada contra a nação sul-americana, sua administração agora está "trabalhando maravilhosamente" com Caracas.
"Estamos trabalhando maravilhosamente bem com a Venezuela. Garanto que eles estarão em melhor situação agora do que nunca. Além disso, vamos gerar muito dinheiro para eles e muito dinheiro para o nosso país", afirmou Trump.
O presidente reiterou ainda que seu governo mantém atualmente "uma ótima relação com os líderes da Venezuela" e ressaltou que esse vínculo "excelente", como já havia dito anteriormente em referência à presidente encarregada, Delcy Rodríguez, e a outras autoridades em Caracas, será "mantido" .
Questionado sobre seus planos para a Venezuela, Trump interrogou os repórteres, sugerindo que lhe perguntassem sobre Cuba.
"Não vejo ninguém interessado em Cuba nesta sala", disse o presidente, que então previu que o governo cubano "vai fracassar em breve" porque não tem mais acesso "ao dinheiro venezuelano" ou ao seu "petróleo".
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- Em 3 de janeiro, os Estados Unidos lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse em 5 de janeiro como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.