Governador da California pede investigação contra TikTok por 'censurar conteúdo crítico a Trump'

A rede social justificou que os problemas reportados por usuários da plataforma foram fruto de "problemas técnicos".

O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, divulgou na segunda-feira (26) que o político, conhecido como uma das vozes mais contundentes contra Donald Trump no Partido Democrata, solicitou formalmente ao Departamento de Justiça uma análise sobre as alegações de que o TikTok estaria suprimindo conteúdos críticos ao presidente norte-americano.

"O governador Gavin Newsom está iniciando uma revisão desta conduta e está solicitando ao Departamento de Justiça da Califórnia que determine se ela viola a lei da Califórnia", afirma o comunicado.

Anteriormente, Newsom anunciou que havia iniciado "uma revisão para determinar se o TikTok está violando lei estadual ao censurar conteúdo crítico a Trump".

"É hora de investigar", declarou.

Diante de um pedido de comentários da agência Reuters, o TikTok afirmou que os relatos de falhas nas mensagens foram provocados tão somente por "problemas técnicos" devido a um corte de energia em um centro de dados, comunicado previamente "de maneira transparente".

"Seria impreciso relatar que isso é algo diferente", sustentou a representação da rede social.

Patriotas americanos

O TikTok concretizou um acordo na última quinta-feira (22) que lhe permite contornar a proibição de operar e ser distribuído nos Estados Unidos por meio da criação de uma empresa conjunta com controle majoritariamente americano.

A nova entidade, TikTok USDS Joint Venture LLC, concede aos investidores norte-americanos uma participação de 80,1%, enquanto o proprietário chinês, ByteDance, mantém 19,9%, e garante a continuidade da plataforma para mais de 200 milhões de usuários e 7,5 milhões de negócios no país norte-americano.

O acordo conta com o apoio público de Trump, que comemorou o fato de que a rede social está agora nas mãos de "grandes patriotas e investidores americanos"