O presidente russo, Vladimir Putin, participou nesta terça-feira (27) de uma cerimônia de deposição de coroa de flores no monumento à Pátria Mãe, no Cemitério Piskariovskoye, como parte das comemorações do 82º aniversário do fim do Cerco de Leningrado (atual São Petersburgo), o mais feroz e sangrento cerco da Segunda Guerra Mundial e um dos mais longos da história da humanidade.
O bloqueio da cidade pelas tropas nazistas alemãs começou em 8 de setembro de 1941 e durou até 27 de janeiro de 1944.
O monumento foi construído no local de valas comuns de moradores da Leningrado e de soldados que defenderam a cidade. Cerimônias de deposição de coroas de flores são realizadas ali em datas comemorativas, 27 de janeiro, 8 de maio, 22 de junho e 8 de setembro, e o presidente, natural de São Petersburgo, participa tradicionalmente.
As valas comuns do cemitério abrigam os restos mortais de 420.000 moradores de Leningrado que morreram de fome, frio, doenças, bombardeios e fogo de artilharia, bem como de 70.000 soldados que defenderam a cidade. O memorial também inclui aproximadamente 6.000 sepulturas militares individuais.
Durante o conflito, as tropas soviéticas fizeram quatro tentativas frustradas de romper o cerco de Leningrado. Somente em janeiro de 1943, quando as principais forças alemãs estavam concentradas em Stalingrado, elas obtiveram sucesso, graças à Operação Faísca. Em 18 de janeiro daquele ano, o Exército Vermelho conseguiu abrir um corredor de 10 quilômetros de largura, permitindo o restabelecimento das linhas de suprimento da cidade.
A cidade foi completamente libertada em 27 de janeiro de 1944, quando, após duas semanas de intensos combates, o Exército Vermelho rompeu o cerco nazista e repeliu os alemães de 60 a 100 quilômetros da cidade.
Durante o cerco de 872 dias, cerca de 632 mil pessoas perderam a vida, segundo dados apresentados nos julgamentos de Nuremberg, embora outras estimativas indiquem que o número de mortos possa ter superado um milhão. Aproximadamente 97% das vítimas morreram de fome, enquanto apenas 3% foram resultado dos bombardeios alemães.