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Ministro da Defesa da Rússia diz ao colega chinês que exemplos de Venezuela e Irã exigem análise constante da situação de segurança

O ministro da Defesa russo, Andrey Belousov, conversou por videoconferência com seu colega chinês, o almirante Dong Jun.
Ministro da Defesa da Rússia diz ao colega chinês que exemplos de Venezuela e Irã exigem análise constante da situação de segurançaSputnik / Vadim Savitsky /

Os ministérios da Defesa da Rússia e da China devem monitorar de perto a situação de segurança após uma série de eventos que afetaram o cenário internacional, incluindo os acontecimentos na Venezuela e no Irã, disse o ministro da Defesa russo, Andrey Belousov, nesta terça-feira (27).

Falando por videoconferência com seu colega chinês, o almirante Dong Jun, Belousov observou que, desde o último encontro em junho, "muitos eventos ocorreram que influenciaram consideravelmente a situação internacional".

"Os exemplos da Venezuela e do Irã exigem que nossos ministérios realizem revisões contínuas da situação de segurança e tomem as medidas apropriadas", observou ele.

Belousov enfatizou que a parceria estratégica abrangente entre os dois países está se desenvolvendo de forma constante. Em um contexto de mudanças dinâmicas no cenário militar e político global é essencial manter uma troca regular de opiniões sobre cooperação militar, disse ele. 

Agressão dos EUA e sequestro de Maduro

  • Sob o pretexto de combater o narcoterrorismo, os EUA lançaram uma agressão militar maciça em 3 de janeiro em território venezuelano, afetando Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A operação culminou com o sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para Nova York. As áreas visadas eram principalmente de  interesse militar, abrigando sistemas de defesa aérea e infraestrutura de comunicações, embora áreas urbanas também tenham sido afetadas, resultando em vítimas civis.
  • Caracas descreveu as ações de Washington como uma "agressão militar gravíssima" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão o de se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, numa tentativa de quebrar à força a independência política do país".
  • Diversos países ao redor do mundo, incluindo Rússia e China, pediram a libertação de Maduro e de sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer interferência externa.
  • Segundo o Ministério do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, pelo menos 100 pessoas morreram no ataque, incluindo 32 cubanos do grupo que protegia Maduro.
  • No domingo (18), o governo venezuelano negou categoricamente as reportagens da Reuters sobre supostas conversas entre o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e os Estados Unidos antes do sequestro de Maduro. Refutaram também as "notícias falsas" sobre uma suposta condecoração de agentes de inteligência estrangeiros, afirmando que se tratava de uma campanha para semear desconfiança dentro das forças governantes.