
'Europa e Índia fazem história' ao fecharem 'mãe de todos os acordos', afirma Von der Leyen

Uma zona de livre comércio com 2 bilhões de pessoas foi criada em que ambos os lados "se beneficiarão", declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta terça-feira (27) pouco depois de a Índia e a União Europeia finalizarem um acordo comercial histórico que abrangerá aproximadamente um quarto da economia global.
"A Europa e a Índia estão fazendo história hoje. Concluímos a mãe de todos os acordos. Criamos uma zona de livre comércio de dois bilhões de pessoas, com benefícios para ambas as partes", escreveu Von der Leyen no X. "Este é apenas o começo. Faremos com que nossa relação estratégica cresça e se fortaleça ainda mais", afirmou.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, também anunciou que Nova Deli e Bruxelas fecharam um acordo histórico, ressaltando as enormes oportunidades que irão surgir para os 1,4 bilhão de habitantes da Índia e os milhões de habitantes dos países europeus.
Ele observou ainda que o tratado é um exemplo notável de cooperação entre as duas maiores economias do mundo, acrescentando que, para a Índia, ele impulsionaria setores como a indústria têxtil, o de pedras preciosas e joias, e o de artigos de couro.
"O acordo representa aproximadamente 25% do PIB global e quase um terço do comércio mundial. Ele reforça nosso compromisso compartilhado não apenas com o comércio, mas também com a democracia e o Estado de Direito", declarou Modi.
Após quase duas décadas de negociações, o acordo abrirá caminho para que o país asiático abra seu vasto e tradicionalmente fechado mercado — o maior do planeta — ao livre comércio com os 27 países da UE, seu principal parceiro comercial, observa a Reuters.
As negociações sobre o acordo começaram em 2007, visando reduzir as tarifas sobre a maioria dos bens de consumo e produtos manufaturados comercializados entre a Índia e os países da UE, embora se espere que alguns produtos agrícolas sejam excluídos. Além disso, o bloco europeu obteria maior acesso ao mercado indiano para suas exportações de automóveis, sujeito a uma cota máxima.
