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Venezuela está libertando presos em ritmo acelerado, diz Trump

Caracas, por sua vez, afirmou que se trata de uma decisão soberana, não sujeita às exigências de qualquer agente externo.
Venezuela está libertando presos em ritmo acelerado, diz TrumpGettyimages.ru / Win McNamee

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (26) que a Venezuela "está libertando presos políticos em ritmo acelerado".

A declaração aconteceu após o ministro do Interior, Justiça e Paz venezuelano, Diosdado Cabello, anunciar anteriormente a libertação de 808 pessoas que cometeram crimes contra a Constituição e as leis, como parte de um plano de reconciliação nacional iniciado em dezembro de 2025 pelo presidente Nicolás Maduro.

"Tenho o prazer de informar que a Venezuela está libertando seus presos políticos em ritmo acelerado, e espera-se que esse ritmo aumente nas próximas semanas. Quero agradecer aos líderes da Venezuela por concordarem com esse importante gesto humanitário!", escreveu o presidente dos norte-americano em seu perfil na rede Truth Social.

Processo soberano

Entretanto, Cabello declarou à imprensa que, em conformidade com as diretrizes emitidas por Maduro e mantidas pela presidente encarregada Delcy Rodríguez, o processo de revisão dos casos prosseguirá.

O ministro também reiterou que os envolvidos em crimes graves como homicídio, tráfico de drogas ou pedofilia não são elegíveis para medidas alternativas à prisão preventiva.

"Temos insistido: não há presos políticos aqui. Há pessoas aqui que cometeram crimes e seus casos estão sendo revisados. Não temos nada a esconder, absolutamente nada [...], pelo contrário. E isso não tem nada a ver com pressão de qualquer tipo. Não, de forma alguma", afirmou Cabello.

O ministro insistiu que as revisões solicitadas por Maduro e Rodríguez estão sendo feitas "para a convivência e a paz" da nação latino-americana, em consonância com a abordagem histórica da Revolução Bolivariana, que optou pelo diálogo e pelos apelos à unidade nacional, mesmo em meio a circunstâncias difíceis como golpes de Estado, tentativas de assassinato e invasões paramilitares.

"Todos devem assumir a responsabilidade, é o que se espera de um gênio. E o governo nacional toma as decisões com responsabilidade. Repito: isso não tem nada a ver com as chamadas ONGs, que na maioria das vezes são centros de extorsão e chantagem contra as famílias dos detidos", concluiu.