O ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, informou nesta segunda-feira (26) que 808 pessoas já foram excarceradas no âmbito do plano de reconciliação nacional iniciado em dezembro passado pelo presidente Nicolás Maduro.
"Há uma revisão que vem sendo feita (…). Posso dizer que, até o dia de hoje, desde antes de dezembro e agora, já são 808 excarcerações", afirmou Cabello durante coletiva de imprensa.
Campanha incentivada por ONGs
Cabello declarou ainda que algumas Organizações Não Governamentais (ONGs) estariam promovendo uma campanha de descrédito contra as autoridades, ao tentar difundir a ideia de falta de transparência nos processos de libertação. A acusação ocorre apesar de, na semana anterior, a presidente interina, Delcy Rodríguez, ter convidado o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos a verificar as excarcerações.
Segundo Cabello, longe de ajudar os detidos, como afirmam publicamente, essas entidades "delatam os presos sempre que podem, para evitar que sejam libertados", porque "a extorsão" seria sua principal fonte de renda.
"Foi uma decisão do presidente Nicolás Maduro. Nos dias 23 e 24 [de dezembro], pessoas foram libertadas, no dia 31 [de dezembro] também houve libertações. Nós não fazemos festa com isso. Eles [as ONGs] saíram reclamando porque não foram consultados. Quem vai consultar ONGs?", reiterou.
Ao concluir, o ministro orientou os familiares das pessoas privadas de liberdade a não caírem "na extorsão" das ONGs e reafirmou que o processo de revisão dos casos continuará conforme os critérios já estabelecidos.
"Quem cometeu homicídio não tem [direito a benefícios processuais]; narcotráfico, não tem; pedofilia, não […]. Aqui não há presos políticos […]. Não temos nada a esconder, pelo contrário", finalizou.