A polícia da Catalhunha abriu no domingo (25) uma investigação sobre a vandalização de vários túmulos no cemitério judaico de Les Corts, em Barcelona, segundo informações da mídia local.
De acordo com fontes policiais ouvidas pela agência EFE, até o momento não houve registro formal de denúncia, mas as apurações devem esclarecer a autoria e a motivação dos atos.
Em comunicado conjunto, a Federação de Comunidades Judaicas da Espanha (FCJE) e a Comunidade Judaica de Barcelona (CJB) afirmaram que "condenam com a máxima firmeza o desprezível ato antissemita consistente na profanação e vandalização de vários túmulos".
As entidades disseram que o episódio representa um avanço preocupante do antissemitismo, "das palavras às ações", e cobraram "a identificação dos autores" e que "sejam perseguidos e julgados conforme a Lei".
As organizações classificaram o ataque como "grave ofensa" à memória dos falecidos e um "atentado contra os valores de convivência, respeito e liberdade religiosa", acrescentando que o combate ao antissemitismo "é um compromisso de toda a sociedade".
O Ministério das Relações Exteriores de Israel também condenou os fatos. Em publicação na rede social X, a chancelaria culpou o governo espanhol pelas ações.
"Condenamos o vandalismo no cemitério judeu de Barcelona", escreveu. "[O ato] é consequência da campanha anti-israelense do governo de [Pedro] Sánchez", acrescentou.