
Em Israel, Eduardo Bolsonaro acusa ONGs, linguagem humanitária e jargões acadêmicos de 'antissemitismo'

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro alegou nesta segunda-feira (26) que o antissemitismo contemporâneo se disfarça por trás de ONGs, utilizando linguagem humanitária e "o jargão acadêmico, como a palavra antissionismo".

As declarações foram feitas em uma conferência internacional de combate ao antissemitismo, realizada em Jerusalém, em Israel.
Segundo o ex-parlamentar, "organizações extremistas devem ser legalmente designadas como grupos terroristas", incluindo não apenas grupos armados, "mas também ONGs que os apoiam".
Eduardo destacou que a "lei deve refletir a realidade, com penas mais severas, proteção policial permanente e o reconhecimento claro do antissemitismo como crime ideológico".
Críticas a Lula
O ex-parlamentar manifestou ainda sua desaprovação com a saída do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) em 2025.
"Não há justificativa para o Brasil, sob o governo Lula, se retirar da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Por que ele rejeita a educação sobre o Holocausto em nosso país, com a 2ª maior população judaica da América Latina? Qualquer pessoa com uma bússola moral sabe a resposta", disse o ex-deputado.
O moderador da sessão descreveu o presidente Lula como um representante do "socialismo conectado ao antissemitismo", declaração com a qual Eduardo Bolsonaro concordou, além de promover ainda a candidatura presidencial de seu irmão, Flávio Bolsonaro, mencionando a impossibilidade de seu pai concorrer por estar preso.

