Após ameaças de Trump, premiê do Canadá afirma que seu país não busca livre comércio com a China

Primeiro-ministro Mark Carney negou a intenção de assinar um pacto de livre comércio com Pequim diante das ameaças de Trump e cita "correção de tarifas setoriais".

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou aos repórteres no domingo (26) que seu país não tem intenção de buscar um acordo de livre comércio com a China.

Carney explicou que o recente acordo com a China, que reduziu a tarifa de 100% para 6,1% sobre veículos elétricos (VEs) chineses, foi apenas uma "correção sobre questões setoriais". Em troca, a China baixou suas tarifas sobre produtos canadenses como óleo de canola e carne suína. O acordo inclui um limite anual inicial de 49 mil VEs importados.

"Não temos a intenção de fazer isso com a China ou qualquer outra economia que não seja de mercado", afirmou Carney. 

Carney fez a declaração ao responder a uma pergunta sobre a ameaça de tarifa de 100% sobre produtos canadenses que o presidente norte-americano, Donald Trump, lançou diante da aproximação do Canadá com o gigante asiático.