O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente do país, Dmitry Medvedev, afirmou em entrevista ao jornal Kommersant, publicada nesta segunda-feira (26), que a tentativa de ataque com drones à residência do presidente russo Vladimir Putin no final de dezembro poderia ter provocado o uso de armas especiais.
Questionado se a entrada de novos atores nucleares poderia estabilizar ou desestabilizar a situação internacional, Medvedev classificou essa questão como complexa.
"Por um lado, pode parecer que quanto mais participantes houver no clube nuclear, quanto mais países possuírem potencial nuclear, menos estável se tornará a situação. Nunca se sabe se alguém irá utilizar armas nucleares durante algum conflito local", declarou. "Mas, por outro lado, isso fará com que os Estados reflitam sobre as consequências de provocar determinados conflitos".
Medvedev observou também que "os europeus, e sob o governo Biden, os americanos, provocavam-nos constantemente a tomar decisões duras", acrescentando que "essas provocações continuam".
Nessa linha, o ex-presidente russo evocou a tentativa de ataque à residência de Putin como um exemplo destas provocações. "Isso poderia ter sido motivo para um contra-ataque, inclusive com o uso de armas especiais", declarou, destacando que "esse tipo de jogo é extremamente perigoso."
- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, relatou no final de dezembro do ano passado que o regime de Kiev praticou um ataque terrorista usando 91 drones de longo alcance contra uma residência presidencial oficial na região de Novgorod. Os drones foram abatidos pelos sistemas de defesa aérea russos.
- No início de janeiro, as Forças Armadas Russas fizeram um ataque de retaliação contra instalações de infraestrutura crítica na Ucrânia. Entre outras armas, o poderoso sistema de mísseis hipersônicos russo Oreshnik, impossível de interceptar, foi usado na operação.