
Kataib Hezbollah se mobiliza para 'guerra total' contra os EUA em defesa do Irã

O grupo armado iraquiano Kataib Hezbollah pediu, no domingo (25), a seus combatentes que se preparassem para uma "guerra total" em apoio ao Irã, diante da crescente pressão dos Estados Unidos sobre a República Islâmica na região.

Neste domingo, Abu Hussein al Hamidawi, líder do grupo armado, afirmou: "Hoje, as forças da falsidade, os sionistas da terra e seus opressores se unem para tentar subjugar [o Irã], ou melhor, destruí-lo."
Ele também alertou que um possível ataque ao Irã "não será fácil; ao contrário, experimentarão a morte mais amarga, e nada restará de vocês em nossa região."
As autoridades dos Estados Unidos acusaram o Kataib Hezbollah de atacar repetidamente bases militares norte-americanas no Iraque e na Síria.
Escalada da tensão regional
Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, declarou que "há indícios" de que Israel pretende atacar o Irã em um futuro próximo.
Na quinta-feira (22), o presidente dos Estados Unidos afirmou que Washington observa "muito de perto" os movimentos da República Islâmica e anunciou que uma "enorme frota" dos EUA está se dirigindo ao país. "Prefiro que nada aconteça, mas estamos observando de perto. Talvez não precisemos usá-la. Veremos", acrescentou, deixando no ar a possibilidade de uma agressão armada.
Por sua vez, Tel Aviv afirmou que suas forças estão prontas para atacar "qualquer inimigo que ameace a segurança do Estado de Israel". "Estamos preparados para diversos cenários e melhoramos continuamente nossas capacidades para alcançar a vitória na campanha contra nossos inimigos", afirmou o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir.
Irã afirma que suas forças estão "mais preparadas do que nunca"
Do lado iraniano, o comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Pakpour, advertiu os EUA e Israel que suas forças estão preparadas para responder a qualquer provocação.
Segundo suas palavras, as tropas "têm o dedo no gatilho, estão mais preparadas do que nunca, prontas para cumprir as ordens e diretrizes do comandante-chefe, um líder mais querido do que suas próprias vidas", referindo-se com isso ao aiatolá Alí Jameneí. Outro alto oficial militar do Irã, Ali Abdollahi, garantiu que, se a Casa Branca optar por atacar seu país, “todos os interesses, bases e centros de influência dos Estados Unidos" seriam "alvos legítimos" para as Forças Armadas iranianas.


