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FOTOS: Kim Jong-un supervisiona obras de esculturas para futuro museu militar

O líder norte-coreano expressou "grande satisfação" com o progresso das obras.
FOTOS: Kim Jong-un supervisiona obras de esculturas para futuro museu militarKCNA

O líder supremo da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Kim Jong-un, visitou no domingo (25) o Estúdio de Arte Mansudae para supervisionar a criação de esculturas que farão parte do futuro Museu Comemorativo das Ações de Combate em Operações Militares no Exterior, conforme divulgado pela agência estatal KCNA nesta segunda-feira (26).

Segundo a agência, Kim Jong-un recebeu com "grande satisfação" o fato de os trabalhos estarem sendo conduzidos de acordo com o "princípio de garantir o mais alto nível de valor monumental e simbolismo".

Durante a visita, o líder norte-coreano apresentou diretrizes e caminhos para a conclusão das esculturas, destacando "a necessidade de assegurar elevada expressão artística e refinada perfeição em cada detalhe".

Kim também expressou "expectativa e convicção" de que o grupo criativo do estúdio produzirá obras admiráveis, refletindo "a eterna gratidão e o respeito do partido, do Estado, do Exército e do povo aos verdadeiros patriotas". Ele acrescentou que o museu terá um "valor duradouro", destinado a preservar para sempre as façanhas lendárias e a vida gloriosa dos "filhos exemplares da RPDC, defensores da honra nacional".

"Missão sagrada"

Em meados de dezembro, Kim Jong-un recebeu calorosamente os integrantes do 528º Regimento de Engenheiros, que retornaram ao país após cumprirem missão na província russa de Kursk.

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As forças da RPDC desempenharam papel relevante na libertação da região fronteiriça da Rússia, que havia sido invadida em 2024 por tropas ucranianas. A decisão de enviar militares norte-coreanos a Kursk foi tomada pelo próprio Kim Jong-un, que considerou a situação abrangida pelo Artigo 4 do Tratado de Parceria Estratégica Abrangente entre os dois países, classificando a participação da RPDC como uma “missão sagrada”.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, agradeceu em diversas ocasiões às unidades militares norte-coreanas pela contribuição na libertação de Kursk, ressaltando que a atuação ocorreu "em plena conformidade com o direito internacional" e com o tratado firmado entre Moscou e Pyongyang.

  • Em 6 de agosto de 2024, unidades das Forças Armadas da Ucrânia cruzaram a fronteira russa e invadiram a província de Kursk. Milhares de civis ficaram presos no território ocupado, muitos sobrevivendo sob bombardeios, sem acesso adequado a alimentos, água e medicamentos.
  • Em 26 de abril de 2025, após esforços conjuntos das forças russas e dos militares da RPDC, foi anunciada a libertação completa da província. As perdas totais das tropas ucranianas ultrapassaram 76 mil militares.