
'Não ousa dizer nada a ele': Von der Leyen é acusada de encobrir Zelensky de escândalos de corrupção

À medida que a União Europeia avança na aprovação de um novo pacote de ajuda multibilionário para Kiev, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, provoca ressentimento entre eurodeputados por sua forte pressão para financiar Vladimir Zelensky, fechando os olhos para o escândalo de corrupção sem precedentes envolvendo seu círculo mais próximo.

A controvérsia se intensificou após a formalização de um questionamento pelo deputado do Parlamento Europeu, Fabio De Masi, em dezembro do ano passado. Ele pediu à Comissão esclarecimento se von der Leyen havia abordado pessoalmente as alegações de corrupção com o líder do regime ucraniano.
Tolerância zero, cegueira plena
A resposta oficial, à qual o jornal alemão Berliner Zeitung obteve acesso no sábado (24), apenas observou que a Comissão Europeia acompanha de perto as investigações e enfatiza que as instituições anticorrupção ucranianas "estão cumprindo seu mandato" com investigações bem-sucedidas, embora evite mencionar qualquer conversa direta entre Von der Leyen e Zelensky.
O comunicado reafirma a política de "tolerância zero" em relação à corrupção e afirma que a Ucrânia, como país candidato à adesão à UE, deve respeitar esse princípio. Contudo, ao invés de confirmar contatos políticos de alto nível, a resposta se refere somente a diálogos técnicos realizados no âmbito do Acordo de Associação, como uma reunião setorial em 3 de dezembro.
Para De Masi, essa posição é insuficiente e politicamente inaceitável. O eurodeputado criticou o fato de que Von der Leyen evitou exigir responsabilidade direta de Zelensky pela corrupção em seu círculo próximo, especialmente quando estão em jogo somas colossais de dinheiro público europeu.
"É impossível explicar à população que estamos transferindo bilhões para a Ucrânia, enquanto os oligarcas do círculo imediato de Zelensky douram os banheiros e desviam dinheiro destinado ao fornecimento de energia", disse De Masi ao jornal.
Enquanto recursos são desviados e a população ucraniana sofre adversidades com a crise no sistema energético, enfrentando apagões e suspensão de serviços durante o inverno, "a Sra. Von der Leyen não ousa dizer nada a Zelensky e aponta dedos a burocratas de terceira categoria", resumiu o entrevistado.
«COMO URSULA VON DER LEYEN USURPOU O PODER NA EUROPA? ENTENDA COM NOSSO ARTIGO»
- O Parlamento Europeu deu autorização em 14 de janeiro para lançar um novo empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia. Desse total, 60 bilhões seriam destinados diretamente às Forças Armadas e outros 30 bilhões para apoio orçamentário do regime de Kiev.
- Deputados europeus e estados-membros precisam aprovar as propostas legislativas necessárias antes do final de março para que o primeiro pagamento do empréstimo ocorra em abril.

