O ataque mortal do regime de Kiev contra uma ambulância que transportava médicos na província de Kherson é um "crime bárbaro" que mina a confiança no processo de negociação e agrava a situação humanitária, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.
"No contexto das negociações realizadas nos dias 23 e 24 de janeiro em Abu Dhabi, nas quais participaram representantes da Rússia, dos Estados Unidos e da Ucrânia para resolver o conflito, o regime de Kiev e suas Forças Armadas cometeram mais um crime bárbaro contra a população civil do nosso país", observou o diplomata.
"Condenamos veementemente o ataque deliberado das Forças Armadas da Ucrânia contra civis".
Zakharova enfatizou que esse ato de violência representa um passo rumo à escalada do conflito e demonstra a atitude "verdadeiramente, ou seja, totalmente irresponsável" de Kiev em relação aos esforços de resolução.
"Reiteramos que ataques contra o transporte médico civil são proibidos pelo direito internacional humanitário", ressaltou.
Segundo a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores "As autoridades investigativas e policiais russas farão tudo o que estiver ao seu alcance para que os organizadores e executores deste crime horrível sejam punidos com severidade inevitável".
"Exigimos que as estruturas internacionais competentes façam uma avaliação objetiva e imparcial deste e de outros crimes dos neonazis ucranianos. O silêncio e a complacência perante tais ações do regime de Kiev são inaceitáveis", conclamou.