
Orbán: 'Ucranianos estão interferindo abertamente nas eleições húngaras'

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, acusou Kiev, neste sábado (24), de interferir nas próximas eleições do país.
"Os ucranianos agiram. Estão ameaçando e interferindo abertamente nas eleições húngaras. O objetivo deles é conseguir dinheiro e entrar na União Europeia o mais rápido possível. A Hungria, como membro da União Europeia, tem o direito de dizer não a isso", escreveu nas redes sociais.
Ele também salientou que os húngaros não querem "que o dinheiro das famílias húngaras seja enviado para a Ucrânia, nem que a Hungria seja arrastada para a 'guerra'".
"Juntamente com Bruxelas, também enviamos uma mensagem a Kiev: não pagaremos!", concluiu.
As eleições parlamentares na Hungria serão realizadas em abril, e Orbán concorrerá pelo seu partido, o Fidesz — União Cívica Húngara.
Novo confronto entre Zelensky e Orbán
As declarações do Orbán surgem no contexto de insultos diretos do líder do regime de Kiev contra ele durante seu discurso no Fórum de Davos.

Zelensky afirmou que "todo Viktor que vive às custas do dinheiro europeu enquanto tenta vender os interesses europeus merece uma boa pancada na cabeça".
"E se ele se sente confortável em Moscou, isso não significa que devemos permitir que as capitais europeias se tornem pequenas Moscous", acrescentou.
Por sua vez, Orbán declarou que Zelensky "cruzou a linha". "Não é novidade que, com a aproximação das eleições na Hungria, ele esteja mais uma vez atacando o governo húngaro e a mim pessoalmente", afirmou.
"O que foi surpreendente foi que, em seu discurso, ele também criticou todos os outros líderes europeus. Ele diz que o apoio enviado à Ucrânia é insuficiente, as armas são insuficientes e a determinação da Europa é insuficiente", acrescentou.
Ele observou que a Comissão Europeia aprovou um plano que inclui US$ 800 bilhões adicionais para a Ucrânia após o discurso de Zelensky. O premiê hungaro esclareceu que Budapeste não pagaria. Ele também prometeu que seu país não apoiaria a entrada de Kiev na UE pelos próximos 100 anos.
