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'É um grande parceiro': Milei defende comércio com China

O presidente argentino fez essas declarações em uma entrevista à Bloomberg.
'É um grande parceiro': Milei defende comércio com ChinaAP / Evan Vucci

O presidente da Argentina, Javier Milei, defendeu veementemente o intercâmbio de bens e serviços com a China, classificando o país asiático como um "grande parceiro comercial".

Em entrevista recente à Bloomberg, o mandatário afirmou que seu plano era redobrar a aposta em uma "economia aberta" com todo o planeta, o que inclui não apenas os EUA, mas também o gigante asiático.

"Eu quero uma economia aberta e isso implica que, quando você olha para o peso que a economia chinesa tem no mundo, percebe a necessidade de comercializar com a China", argumentou o presidente argentino, que participou esta semana do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

"Veja como a Índia está evoluindo", insistiu Milei para dar um exemplo do potencial de expansão que o intercâmbio com Pequim pode provocar em qualquer economia.

"Não está comprovado"

Embora o entrevistador tenha tentado encurralar Milei para questionar sua proximidade com a China, apesar de sua proximidade ideológica com o governo dos EUA, o presidente insistiu em seu argumento de que até mesmo Washington mantém relações comerciais com Pequim.

"Os EUA comercializam com a China e, para nós, a China é um grande parceiro comercial", afirmou. Posteriormente, acrescentou: "Para nós, isso implica muitas oportunidades para expandir, digamos, os mercados, pelo que não há qualquer conflito".

Da mesma forma, Milei negou a afirmação do entrevistador sobre a suposta existência de uma base espacial chinesa na Argentina: "Isso não está comprovado", respondeu.

Posição geopolítica e conveniência comercial

O alinhamento de Milei com Trump levantou dúvidas sobre a continuidade dos acordos comerciais com a China. No entanto, o próprio presidente argentino se encarregou de deixar clara sua posição.

"Uma coisa é a geopolítica e, paralelamente, você tem a questão comercial", afirmou o mandatário no início de janeiro durante uma entrevista por telefone, na qual expressou sua necessidade de ser "explícito" sobre o assunto para evitar "interpretações perversas".

"Não vou romper os laços comerciais com a China. Na verdade, os EUA têm laços comerciais com a China. Ou seja, isso não significa que eu não esteja profundamente alinhado geopoliticamente com os EUA", afirmou.