A ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Villavicencio, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, conversaram nesta sexta-feira (23) para preparar a reunião entre os líderes das duas nações, marcada para 3 de fevereiro na Casa Branca.
O telefonema foi divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Colômbia, que apontou que Villavicencio teria "reafirmado o desejo" do presidente colombiano, Gustavo Petro, de que a reunião em Washington seja "bem-sucedida", partilhado pelo presidente americano, Donald Trump.
Petro, que foi sancionado em outubro de 2025 pelos EUA, receberá "todas as garantias próprias de uma visita de um chefe de Estado".
Pauta do dia
Villavicencio e Rubio delinearam os temas que serão abordados pelos presidentes na Casa Branca, entre os quais se destacam a luta contra o crime organizado transnacional, "especialmente na fronteira", as questões de segurança regional e as oportunidades conjuntas em matéria econômica.
"A ligação foi descrita pelas partes como 'muito positiva'", concluiu o Ministério das Relações Exteriores, em uma aparentemente reviravolta do que tem sido a tendência das relações bilaterais entre Estados Unidos e Colômbia. Rubio acusou Petro no mês passado de "não cooperar" com os EUA, ao mesmo tempo em que destacou a estreita relação entre os dois países.
Um pouco da pressão entre os presidentes foi liberada no início deste mês, quando Petro e Trump conversarem por telefone, dias após a agressão dos Estados Unidos na Venezuela. Horas depois, no Truth Social, Trump classificou como uma "grande honra" conversar com o colombiano, quem havia insultado repetidamente.
- Trump atacou Petro poucos dias antes da ligação, alertando-o para que tomasse cuidado, insinuando que ele poderia ser o próximo após o sequestro de Maduro. Novamente, após alguns dias, Trump o acusou novamente de produzir cocaína, em um discurso em que relatava parte de seu ataque militar contra a Venezuela, que foi condenado pelo presidente da Colômbia.
- Petro respondeu decisivamente às ameaças. "Pela pátria, pegarei novamente as armas que não quero", alarmou, garantindo que as acusações de Trump contra ele eram expressão de "seu cérebro senil".