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Alimentando a IA: estudante de arte come peças de exposição feitas no ChatGPT e é preso

O ato de protesto ocorreu em universidade no Alasca, EUA, em uma exposição que tematizava os perigos da exposição prolongada à inteligência artificial.
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Um estudante de cinema e artes cênicas da Universidade do Alasca em Fairbanks (UAF), nos EUA, foi detido neste mês após invadir uma galeria e engolir dezenas de imagens geradas por inteligência artificial (IA), informou o The Sun Star, jornal estudantil da universidade.

Segundo a reportagem, o estudante, identificado como Graham Granger, arrancou pelo menos 57 das 160 impressões no estilo Polaroid que estavam na exposição "Shadow Searching: ChatGPT psychosis", como forma de protesto ao uso da tecnologia generativa na exposição artística.

Testemunhas relataram que Granger mastigou e cuspiu pedaços das fotos, causando um prejuízo estimado em US$ 220 (cerca de R$ 1,163)

A exposição apresentava a obra de Nick Dwyer, estudante de mestrado em Belas Artes, que tematiza questões de identidade e evoca relatos de psicose decorrentes da interação prolongada com a inteligência artificial. 

"Quando você faz arte, você se torna vulnerável e então a obra de arte se torna vulnerável. Isso é algo que a faz parecer mais viva ou mais real", disse Dwyer ao jornal estudantil, após o ato de protesto.