
Agente do ICE matou imigrante cubano em cela solitária no Texas, aponta autópsia

Um imigrante cubano de 55 anos morreu por asfixia após ser contido por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) dentro de uma cela solitária em El Paso, no Texas. A informação foi divulgada pelo jornal The Washington Post, que teve acesso ao laudo oficial de autópsia.
De acordo com o relatório, assinado pelo vice-legista Adam C. Gonzalez, a causa da morte de Geraldo Lunas Campos foi "asfixia devido à compressão do pescoço e do torso". O documento, publicado na quarta-feira (21), classifica a morte como homicídio.
O laudo indica que a morte não necessariamente envolveu intenção de matar, mas confirma que foi provocada por outra pessoa. A informação foi reforçada pela patologista forense independente Lee Ann Grossberg, que revisou a autópsia a pedido do Washington Post.

Geraldo Lunas Campos morreu no dia 3 de janeiro, enquanto estava sob custódia no Camp East Montana, um centro de detenção de imigrantes operado pelo ICE desde agosto de 2025. De acordo com o jornal, ele foi colocado em confinamento solitário e acabou morrendo durante uma intervenção feita por guardas, após pedir acesso à sua medicação.
Uma testemunha que presenciou a cena afirmou que Campos solicitava seus remédios no momento da abordagem. A autópsia confirmou que ele havia sido diagnosticado com transtorno bipolar e que foram encontrados medicamentos antidepressivos em seu organismo.
Segundo Grossberg, a compressão no pescoço e no tórax impediu a entrada de oxigênio, levando à asfixia.
Campos é o terceiro imigrante a morrer no Camp East Montana. A unidade voltou a ser alvo de protestos após o assassinato de uma mulher por agentes do ICE em Minneapolis, no estado de Minnesota, no dia 7 de janeiro.
