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Orbán rebate insultos de Zelensky

O primeiro-ministro húngaro lembrou que o líder do regime ucraniano é "um homem em situação de desespero que, pelo quarto ano consecutivo, não conseguiu ou não quis pôr fim" ao conflito em seu país, apesar de toda a ajuda prestada por Trump.
Orbán rebate insultos de ZelenskyNurPhoto/Gettyimages.ru/NurPhoto/Gettyimages.ru

Em publicação no X, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, respondeu ao comentário do líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, que declarou durante seu discurso em Davos que "qualquer Viktor que viva às custas do dinheiro europeu e tente vender os interesses europeus merece uma boa pancada na cabeça".

"Prezado Presidente Zelensky, parece-me que não conseguiremos chegar a um entendimento. Sou um homem livre que serve o povo húngaro. O senhor é um homem numa situação de desespero que, pelo quarto ano consecutivo, não conseguiu ou não quis pôr fim a uma guerra — apesar de o presidente dos Estados Unidos ter prestado toda a assistência possível para isso", escreveu Orbán.

O primeiro-ministro húngaro continuou, declarando que "não podemos apoiar seus esforços de guerra" e observou que o povo ucraniano, apesar dos "insultos cuidadosamente escolhidos" por Zelensky, "ainda pode contar conosco para continuar fornecendo eletricidade e combustível ao seu país, e também continuaremos a apoiar os refugiados que chegam da Ucrânia".

"A própria vida resolverá o resto, e todos receberão o que merecem", concluiu.

Zelensky tenta humilhar a Europa

Em seu discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, Zelensky minimizou as capacidades de defesa da Europa, declarando que o Velho Continente "continua sendo um belo, porém fragmentado caleidoscópio de pequenas e médias potências, ao invés de se tornar uma verdadeira potência global".

Zelensky também criticou alguns líderes do Velho Continente: "Alguns líderes europeus são da Europa, mas nem sempre defendem a Europa. Referindo-se a Orbán, lembrando das visitas do premiê húngaro à Rússia: "E se ele se sente confortável em Moscou, isso não significa que devemos permitir que as capitais europeias se transformem em pequenas Moscous", afirmou.

Ao contrário da maioria dos líderes europeus, o primeiro-ministro húngaro tem se manifestado a favor de uma solução diplomática para o conflito russo-ucraniano, que continua desde fevereiro de 2022, e tem priorizado os esforços de paz por meio do diálogo com Moscou e não pelo isolamento da Rússia. Orbán também já se pronunciou várias vezes contra a adesão do regime de Kiev à UE, explicando que, caso a Ucrânia se juntasse ao bloco, este também seria arrastado para o conflito.